A história do Instituto Histórico de São Leopoldo começou no íntimo do Museu Histórico Visconde de São Leopoldo quando sua mantenedora (o Museu é uma entidade privada) sentiu a nescessidade de uma nova sede, mais ampla do que a ocupada. Já na primeira planta de uma eventual construção havia uma sala prevista para o Instituto Histórico, quando ninguém na cidade tinha almuma preocupação nesse sentido. Isso pelo idos de 1972. Abandonado esse projeto em virtude de ser utilizado outro terreno, a nova planta também anotava um Instituto Histórico e um Instituto de Genealogia.
Falar da impôrtância da imigração e colonização alemãs na apresentação do Instituto Histórico de São Leopoldo, até parece pleonasmo, mas não é assunto deslocado.
Com a independência em 7 de setembro de 1822, o Brasil entrouem nova fase histórica: precisava soldados para sua defesa e colonos para aumentar o povoamentodo sul do país, pois essa parte estava muito exposta aos interesses de visinhos. O Imperador Pedro I, casado com a Arquiduquesa Leopoldina Carolina Josefa, filha de Francisco II, último Imperador do Sacro Império Romano Germânico, decidiu-se por imigrantes alemães, soldados e colonos. Os primeiros facaram na corte, como elementos da segurança imperial; os outros vieram para a Província de São Pedro do Rio Grande para ocuparem as terras devolutas com fins agrícolas.
O Governo Imperial mantinha às margens do rio dos Sinis (em designação indígena Itapuy), não longe do centro da cidade de São Leopoldo, hoje, a Real Feitoria do Linho-Cânhamo, fundada em 14 de outubro de 1788. A Feitoria, por não daros resultados econômicos previstos, foi fechada em 31 de março de 1824, sendo remetidos para a Corte os 321 escravos que a movimentavam. Com a ordem de fechamento da Feitoria o Governo Imperial informou ao seu administrador que nas suas instalações deveriam ser abrigados os primeiros imigrantes alemães que estavam sendo contratados. Os mesmos deveriam morar na Feitoria enquanto não recebessem suas terras. Chegados nos Rio de Janeiro, os imigrantes foram recebidos pelo casal imperial. Os colonos seguiram viagem para a Província de São Pedro do Rio Grande, em cuja capital, Porto Alegre, chegaram em 18 de julho de 1824. Foram recebidos e mereceram as atenções devidas do Sr. Presidente da Província, José Feliciano Fernandes Pinheiro. Após foram encaminhados à Feitoria, via rio dos Sinos, e chegaram em 25 de julho, data consagrada à fundação de São Leopoldo como centro da denominada "Colônia Alemã" nome oficial. Esse importante fatohistórico valeu para o Presidente da Província o título honorífico de "Visconde de São Leopoldo". Por toda essa história, São Leopoldo é chamada de "berço da imigração alemã".
Não cabe aqui, numa curta informação sobre essa história, falar da contribuição dos imigrantes ao Rio Grande na economia, na vida cultural, na vida social, na vida religiosa. Essa contribuição está registrada em dezenas de livros e já estudada em Simpósios.
Em 1974 o Rio Grande estava preparado para festejar os 150 anos da imigração e o Governador do Estado havia nomeado uma Comissão Estadual, assim formada:
Presidente: Rodolfo Englert
Vice-Presidentes: Germano Oscar Moehlecke e Vitor Hugo Kunz
Secretário Executivo: João S. Baldauf
Tesoureiro: Carlos Rausch
Secretário da Sub-Comissão de Assuntos Culturais: Telmo Lauro Müller
Presidente da Sub-Comissão de Festividades: Carlos Bento Hoffmeister Filho
Presidente da Sub-Comissão de Intercâmbio: Alfredo Lindemann
De toda a programação, cabe nesta resenha apenas a referência a uma das realizações da Sub-Comissão de Assuntos Culturais: o Simpósio de História da Imigração e Colonização Alemãs, que teve lugar em São leopoldo nos dias 12 e 15 de setembro de 1974. Pela repercursão que o Simpósio teve, última sessão plenária resolveu que se realizasse um Simpósio de dois anos.
Embora já houvesse referências a um Instituto Histórico antes citadas, foi o Sesquicentenário que lhe deu ênfase. O Pe. Arthur Rabuskefoi um dos entusiasmados que, em encontros de estudos no Museu Histórico, com o então diretor do mesmo, Telmo Lauro Müller, ajudoua dar forma à entidade, aderindo ao assunto ainda Germano Oscar Moehlecke, Klaus Becker e Carlos de Souza Moraes. E como o calendário indicava o primeiro de 1975, foi logo escolhido o dia mais indicado para a afundação do Instituto: 25 de julho. Ainda houve muitas reuniões da auto intitulada "comissão organizadora" com vistas ao estatuto, aos patronosdas cadeiras inicialmente previstas indicações de nomes para sócios efetivos. No dia 5 de julho houve a Assembléia Geral com os nomes indicados, inicialmente em número de 20, e posteriormente ampliado para 28.